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18.2.11

CAJA DE MÚSICA / CAIXA DE MÚSICA




CAJA DE MÚSICA


Alza la tapa.
Escucha.
La música será como un alivio
como un bálsamo azul
como un portazo y luego este silencio.
Los amigos se fueron
perdieron el camino y los recuerdos.
Sólo queda esa música.
Alza la tapa y oye.
Piensa que ellos han vuelto y empujarán la puerta
que traen los rones viejos y la inconformidad
que bailarán de nuevo aquella melodía


aunque no sea igual
aunque no lleguen nunca
aunque alces la tapa y no suene la música.




CAIXA DE MÚSICA


Levanta a tampa.
Escuta.
A música será como um alivio
como um bálsamo azul
como o bater de uma porta e logo este silencio.
Os amigos se foram
Perderam o caminho e as lembranças.
Só fica essa música.
Levanta a tampa e ouça.
Pensa que eles voltaram e empurrarão a porta
que traem os runs velhos e a inconformidade
que dançaram de novo aquela melodia


mesmo que não seja igual
mesmo que não cheguem nunca
mesmo que levante a tampa e a música não soe.


Odete Allonso
Tradução de Javier Iglesias

ODETTE ALONSO


Nasceu em Santiago de Cuba em 1964 e mora no México desde 1992. Seu poemario Insomnios en la noche del espejo ganhou o Premio Internacional de Poesia “Nicolás Guillén” em 1999. Compiladora da antologia Las cuatro puntas del pañuelo. Poetas cubanos da diáspora, projeto que obteve uns dos Prêmios 2003 de Cuban Artists Fund (Nueva York). Tem publicado varios poemarios; os mais recentes na Espanha: Cuando la lluvia cesa (Madrid, 2003) e El levísimo ruido de sus pasos (Barcelona, 2006). Odisea Editorial publicou em Madri seu livro de relatos Con la boca abierta (2006) e Quimera Ediciones seu primeiro romance: Espejo de tres cuerpos (México, 2009).




bjs,soninha



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