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27.8.11

Pinto no Lixo


PINTO NO LIXO

É conversa de hospício
Falar de separação
E desde que o mundo é mundo
Discute-se essa questão
Pois em dez sextilhas digo
Qual a minha opinião

Findar uma união
É murro em ponta de faca
É ter a cabeça inchada
Chutar o pau da barraca
É deixar de ser perfeito
E assumir que a carne é fraca

É ficar com a macaca
Deixar a casa cair
Entrar de dentro pra fora
Pra Fora dentro sair
Voltando de onde veio
De saco cheio partir

É o inteiro dividir
Dois pra tu e um pra ela
É a tampa decidindo
Viver só sem a panela
É a porca e o parafuso
Buscando outra ruela

Tem gosto de seriguela
Verde amarrando a boca
É zunido de mosquito
Dentro de cabeça oca
Enfrentar frio na molera
Com quatro furos na toca

É ser estatua barroca
Querendo ser de vanguarda
É tentar fazer carreira
Pra depois deixar a farda
É dormir onça pintada
Acordando onça parda

É justiça que não tarda
Livrando um preso de sorte
Que vive no casamento
O seu corredor da morte
Separar é fazer barba
Com a navalha sem corte

Um casório sem suporte
É um prego na área
Se separar é preciso
É meter pinga na veia
E pular fora do barco
Pra coisa não ficar feia

Separar sempre aperreia
Isso não tem solução
É ver dividido os bens
Mais o valor da pensão
Mas nunca mais se precisa
Discutir a relação

Se eu mudar de opinião
Eu sou homem não sou bicho
E se penso logo existo
Não digo só por capricho
Que hoje curto a liberdade
Tal como um pinto no lixo

Autor: Tárcio Costa

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bjs e paz!

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